Olá pessoal, hoje cabe-me a mim filosofar sobre uma nova e difícil etapa do percurso de jornalista, já que no momento, a redacção do Diário de Notícias da Madeira está completa (muitos voltam de férias), e não tenho rigorosamente nada em mãos (espero que seja por pouco tempo).
Já que todos estão numa onda de contar a experiência de 'encontrar estágio', aqui vai a minha:
A minha dor de cabeça começou logo na primeira reunião com a comissão: Não haveria estágios para todos... e eu, como tinha uma modesta média de curso (14,5), julguei que nunca conseguiria nada que preste. Nestas circunstâncias, voltei-me para o jornal da terrinha, neste caso a pérola do Atlântico.
A minha missão pessoal era tratar de assegurar o meu, pelo menos.
Na terça-feira dia 2 de Janeiro de 2007, entreguei o meu currículo juntamente com uma carta de apresentação na redacção do DIÁRIO. Nesse dia ainda fui a RTP-M e à RDP, pois a Antena 3, também fazia parte do meu sonho, contudo, explicaram-me que nestes meandros dos Órgãos de CS públicos, conseguir um estágio é muito difícil, depende de protocolos com a Faculdade, e implica uma época de pré-estágio, em Lisboa.
Na quinta-feira seguinte, lançei-me de novo na busca de um estágio: era a hora de visitar o Jornal da Madeira (jornal diário) e a Tribuna (semanário). Apenas cheguei a ir ao JM...
Nessa noite, era 1 da manhã, regressava de um aniversário. Lembro-me muito bem. Liguei o Msn para falar com o pessoal (a Marisa e a Carlinha estavam online), e fui ao mail. Já tinha uma resposta do DIÁRIO, o jornal que sempre preencheu o meu imaginário infantil... Pulei de alegria. Gritei... os meus pais ainda pensaram que tinha acontecido alguma desgraça.
Embora tivesse sido recebida no Jornal da Madeira de uma forma mais calorosa, pois no DIÁRIO apenas limitaram-se a empilhar o meu CV, consegui o estágio onde eu mais queria.
Depois desta maratona, a mais difícil, foi altura de formalizar a coisa com a Faculdade. O meu estágio começou no dia 16 de Julho, e termina a 16 de Outubro...
Já fiz reportagens muito interessantes, e também já fiz asneiras, mesmo lendo 3 e 4 vezes os artigos (há sempre algo que escapa quando se faz as coisas na deadline - ainda não aprendi a viver com isso, vai ir aos poucos, porque sou muito perfeccionista). E, se jornalismo é isto, ainda bem que fui para CC.
Só para mostrar a importâcia da 'merda' do curso de CC da FCSH, saibam que há pelo menos 4 jornalistas no DIÁRIO que tiveram em CC. O curso ainda tem nome!!!!
Bem, a minha dissertação já vai longa, por isso fica para outra a revelação das asneiras e das dores de barriga que já me envolvi, passados um mês e meio de estágio.
Beijinhos com muitas saudades do bar amarelo/verde
Deia
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